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Rio ave 1 benfica 1

por Ricardo Morais, em 25.08.08

Como não consegui ver o jogo ontem deixo aqui as cronicas de A Bola.



Quim (6): Segurou tudo menos aquele remate...
Exibição seguríssima e serena do guarda-redes que só não conseguiu evitar mesmo que o pezinho de Semedo fosse mais rápido para marcar o golo (55). Antes disso já correspondera com punhado de boas defesas, primeiro por remate traiçoeiro do irrequieto Semedo (28) e pouco antes do golo (53) a pontapé fortíssimo de Bruno Mendes.

Maxi Pereira (6): Pendular a defender e a atacar
Agarrou definitivamente o lugar de lateral direito, obrigando Nélson a procurar outras paragens para se mostrar. Fez viagem desgastante a meio-da-semana (jogou no Japão pela sua selecção) mas não acusou em termos físicos tantas as correrias na linha. Atento defensivamente, procurou apoiar bem os seus companheiros de ataque.

Luisão (5): Aquela pulguinha irrequieta...
Semedo, o avançado do Rio Ave, tem seguramente menos de um metro que o gigante brasileiro, parecia uma pulguinha ao lado do central, mas Luisão sentiu-se sempre muito incomodado com a presença do avançado vila-condense. No plano oposto, ofensivamente o central até podia ter inaugurado o marcador (23) num remate que saiu alto.

Katsouranis (5): Passes errados em zona proibida
Quique Flores terá muito trabalho pela frente para solidificar defensivamente esta águia que continua com vícios de épocas anteriores. O problema maior até nem residirá no grego, para já adaptado a central e onde procura dar boa resposta, apesar de vários passes errados em zona perigosa. Num desentendimento com Fellipe Bastos quase traía Quim.

Léo (6) : Até cansa ver linha cima, linha abaixo
O sistema táctico esquematizado por Quique Flores não permite tanta liberdade ofensiva aos laterais, talvez por isso Léo se tenha sentido 'preso' durante toda a primeira parte. Soltou-se dos grilhões após o intervalo e foi vê-lo num corrupio linha acima, linha abaixo que até cansava só de ver. Foi dos principais impulsionadores da boa meia hora final da águia.

Rúben Amorim (5): Alguns problemas de comunicação
Entrou confiante, procurando retribuir a titularidade concedida por Quique Flores e tentando também convencer o treinador quando se sabe que a concorrência irá apertar com a chegada de Di María e, enfim, a disponibilidade de Reyes. Revelou alguns problemas de comunicação surgindo colado ao colega que tinha a bola em vez de procurar o espaço vazio.

Carlos Martins (6): O melhor até se lesionar
Entrou em campo motivadíssimo, a transmitir energia pujante no comando do meio-campo, a empurrar a equipa para encostar o adversário na sua zona defensiva. Em cerca de 20 minutos três remates, um deles perigoso (11) com Paiva a defender para canto. Estava claramente a ser a unidade mais produtiva até sair devido a lesão ainda antes da meia hora.

Yebda (6): Força da natureza e uma bola no ferro
Ironia, acabou por ser o francês a lesionar o colega Carlos Martins, ao cair em cima deste na tentativa de cortar um lance. Não perde a bola de vista, está quase sempre muito bem posicionado tacticamente cortando muito jogo ofensivo ao adversário. Teve o golo na cabeça (34) ao rematar ao ferro após um canto bem assinalado por Urreta.

Urreta (6): Irreverente, assistiu e quase marcava
Tem muito futebol para apresentar este jovem, tanto como tem ainda para evoluir tacticamente. Para já agarrou o lugar na esquerda (derivou para a direita após o intervalo) e foi dos mais irreverentes a incomodar os vila-condenses. Assistiu Nuno Gomes no golo (56) e quase, quase marcava (63) num remate rente ao poste mais distante.

Pablo Aimar (4): Pablito só foi Pablo na segunda parte
Primeira parte deprimente, sempre sem contacto com a bola, sempre muito longe da baliza adversária, incapaz de assumir as rédeas do jogo e da equipa. Pablito foi diferente após entrada de Nuno Gomes, quando se posicionou à esquerda e derivando muito para o meio. Começou a servir jogo e após boa combinação com Nuno Gomes (89) podia ter feito melhor.

Cardozo (5): O pecado de jogar longe da baliza
Muito marcado durante toda a primeira metade do desafio, com Gaspar e Bruno Mendes a não lhe darem palmo de terreno, o paraguaio apenas de bola parada procurou desequilibrar, mas sempre longe da baliza de Paiva. Mais livre com Nuno Gomes teve também mais bola no pé. Remate perigoso (67), de pé direito merecia melhor direcção.

Fellipe Bastos (4): Nervosismo e sem influência
Foi a primeira opção de Quique Flores para render o lesionado Carlos Martins, mas nunca teve a mesma influência e protagonismo no jogo que o seu companheiro estava a demonstrar, talvez por entrar nervoso. Jogou duro (viu amarelo), e teve mau passe para Katsouranis que quase dava golo para os vilacondenses (33). Mas tem potencial para subir...

Balboa (4): Veloz, mas cruzamentos mal medidos
Talvez tenha chegado tarde ao jogo, mas em abono da verdade também não foi o desequilibrador que Quique pretendia, talvez confundido com o nevoeiro que se abateu sobre o estádio. Deu o primeiro canto da segunda parte (81), mostrou habilidade em velocidade (84) mas o cruzamento saiu mal e teve a última oportunidade desperdiçada de golo (90+1). Insuficiente.

A figura
Nuno Gomes (7): Capitão bem tentou...

45 minutos no banco a roer as unhas perante a inércia a que assistia no relvado, onde apenas os remates de fora da área de Carlos Martins provocavam algum tumulto junto da defensiva vila-condense. O capitão entrou determinado a fazer exibição positiva mas mesmo assim teve de ver primeiro o adversário a obrigar Quim a tirar a bola do fundo das redes. Gritou para o céu, de raiva, enquanto o nevoeiro se abatia sobre o Estádio dos Arcos e parecia contagiar a equipa da águia, incapaz de ultrapassar o cinzentismo em que mergulhara ao longo de quase uma hora de jogo. Um minuto após o golo do Rio Ave, Nuno Gomes correspondeu a passe de Urreta e transformou-se em D. Sebastião. Ainda fez um passe soberbo para Aimar falhar o golo que já se gritava.


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